Radiacões ionizantes – O que são?

Categoria(s): Cuidados preventivos, Dicionário, Intoxicações


Dicionário

As radiações são ondas eletromagnéticas ou partículas que se propagam com alta velocidade e portando energia, eventualmente carga elétrica e magnética, e que, ao interagir podem produzir variados efeitos sobre o ser humano. Elas podem ser geradas por fontes naturais ou por dispositivos construidos pelo homem. Possuem energia variavel desde valores pequenos até muito elevados. As radiações eletromagnéticas mais conhecidas são: luz, microndas, ondas de rádio AM e FM, radar, laser, raios X e radiação gama.

As radiações são denominadas de ionizantes quando produzem íons, radicais e elétrons livres na matéria que sofreu a interação. A ionização se deve ao fato das radiações possuírem energia alta, o suficiente para quebrar as ligações químicas ou expulsar elétrons dos átomos após colisões. Estes tipos de radiações podem produzir lesões no DNA que resultam no surgimento de doenças como o câncer.

O grande problema é que estas radiações podem passar despercebida pelo ser humano, pois sob o ponto de vista dos sentidos humanos, as radiações ionizantes são: invisíveis, inodoras (sem cheiro), inaudíveis, insípidas (sem cheiro) e indolores. Assim, podem causar lesões sem que a pessoa perceba.

A aplicação das radiações ionizantes na producão de imagens do corpo humano para o diagnóstico das lesões tem preocupado a classe médica. Nos Estados Unidos, a cintilografia de perfusão miocárdica chega a ser responsável por mais de 22,0% da dose efetiva total de radiação para o adulto. Além disso, em decorrência dos procedimentos médicos de imagem, quase 20% dos homens e 18% das mulheres recebem doses de até 20 mSv  por ano, considerado o limite máximo anual permitido para os trabalhadores expostos à radiaçnao ionizante.

Referência:

Ministério da Ciência e Tecnologia. CNEN. Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), CNEN NN -3.01. Diretrizes básicas de proteção radiológica, Brasilia; 2005.

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Radiações ionizantes – O que são aplicadores?

Categoria(s): Intoxicações, Terapias complementares


Radiações

Aplicadores
São fontes radioativas beta emissoras distribuidas sobre uma superfície , cuja geometria depende do objetivo do aplicador. O Sr-90 é um radionuclídeo muito usado em aplicadores dermatológicos e oftamológicos. O princípio de operação é a aceleração do processo de cicatrização de tecidos submetidos a cirurgias, evitando sangramentos (operação de pterígio) e quelóides (cirurgia plástica), de modo semelhante a uma cauterização superficial.
A atividade das fontes radioativas é baixa e não oferecem risco de acidente significativo sob o ponto de vista radiológico. O importante é o controle do tempo de aplicação no tratamento, a manutenção da sua integridade física e a guarda adequada dos aplicadores.

Referência:

Ministério da Ciência e Tecnologia. CNEN. Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), CNEN NN -3.01. Diretrizes básicas de proteção radiológica, Brasilia; 2005.

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Radiações ionizantes – O que é braquiterapia?

Categoria(s): Câncer, Intoxicações, Terapias complementares


Radiações

Braquiterapia
A braquiterapia  trata-se de uma radioterapia localizada para tipos específicos de tumores e em locais específicos do corpo humano. Para isso são utilizadas fontes radioativas emissores de radiação gama de baixa e média energia, encapsuladas em aço inox ou em platina, com atividade da ordem de dezenas de Curies. Os isótopos mais utilizados são Ir-192, Cs-137, Ra- 226. As fontes são colocadas próximas aos tumores, por meio de aplicadores, durante cada sessão de tratamento. Sua vantagem é afetar mais fortemente o tumor, devido à proximidade da fonte radioativa, e danificar menos os tecidos e órgãos próximos.

Devem ser manipuladas por técnicos bem treinados e oferecem menor risco que a Bomba de Co-60. Os pacientes não podem se deslocar da clínica, portando estas fontes, pois podem causar acidentes em outras pessoas. Assim, a manipulação e a guarda destas fontes devem ser seguras e cuidadosas. Durante a aplicação, a fonte emite radiação de dentro do paciente e, assim, o operador e outras pessoas não devem permanecer por muito tempo, próximas. Após a retirada da fonte, nada fica radioativo.

Referência:

Ministério da Ciência e Tecnologia. CNEN. Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), CNEN NN -3.01. Diretrizes básicas de proteção radiológica, Brasilia; 2005.

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