Infarto do miocárdio – Como é o eletrocardiograma?

Categoria(s): Distúrbios cardiocirculatórios, Exames laboratoriais


Interpretação clínica


infarto diafragmático

O exame eletrocardiográfico do paciente na fase aguda do infarto pode ser normal, porém em bom número de casos apresenta algumas característica como a corrente de lesão (supradesnivelamento do segmento ST) que permite confirmar a suspeita clínica do diagnóstico. No exemplo ilustrado acima vemos uma corrente de lesão nas DII, DIII e aVF, região da parede inferior ou diafragmática do coração. Este achado eletrocardiográfico é compatível com fase aguda do infarto do miocárdio.

A artéria que irriga esta região é a coronária direita, que também dá ramo para o nó atrioventricular. Este fato é muito importante pois, assim, existe a possibilidade de isquemia do nó atrioventricular e ocorrer um bloqueio de condução elétrica do coração, o chamado bloqueio AV total (atrioventricular total), que é uma complicação grave neste já gravíssimo quadro de infarto do miocárdio.

Alguns casos de miocardite ou pericardite podem apresentar alterações do segmento ST no eletrocardiograma, confundindo com infarto do miocárdio

Referência:

Soc. Bras. Cardiol. – III Diretriz sobre o Tratamento do Infarto Agudo do Miocárdio 2004 Arq Bras Cardiol vol 83 supl IV set2004 [on line]

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Miocardite aguda – O que é

Categoria(s): Distúrbios Inflamatórios, Infectologia


Dicionário

Miocardites são doenças que se caracterizam por apresentar processos inflamatórios do músculo do coração (miocárdio), com graus variáveis de destruição (morte=necrose) das células miocárdicas. Etiologicamente podem decorrer de infecção viral ou bacteriana, ou de espiroquetas, rickettsiose, Chlamydia, protozoários, fungos, helmintos e mycoplasma, ouseja qualquer agente biológico por provocar a miocardite. As miocardites de etiologia viral são as mais prevalentes e importantes do ponto de vista clínico, principalmente as provocadas pelos enterovírus e, dentre eles, os Coxsackie dos grupos A e B, especialmente o serótipo B4, têm sido responsáveis pela maior parte dos casos de miocardite. O quadro de miocardite viral aguda pode passar despercebido ou confundido com outras doenças, com diabetes descompensado, infarto do miocárdio, pericardite, anemias, etc.

Veja abaixo um corte histológico de um músculo cardíaco desestruturado com inchaço e algumas células inflamatórias e em detalhe o processo inflamatório, consequente da infecção por vírus Coxsackie.

Miocardite viral

Referências:

Arteaga E, Pereira Barretto AC, Mady C. O dilema na terapêutica das miocardites. Arq Bras Cardiol 1994;62:281-3.

Burch G, Giles TD. The role of viruses in the production of heart disease. Am J Cardiol 1972;29:231-40.

Kereiakes J, Parmley WW. Myocarditis and cardiomyopathy. Am Heart J 1984;108:1318-25.

McNulty CM. Active viral myocarditis. Applications of current knowledge to clinical practice. Heart Dis and Stroke 1992;1:135-40.

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Vírus Varicela-Zoster – O que é?

Categoria(s): Distúrbios da pele, Distúrbios Inflamatórios, Programas de saúde


Dicionário

O vírus Varicela-Zoster é um DNA-vírus, que produz dois tipos de doenças: a varicela ou popularmente conhecida como catapora e a Herpes zoster (HZ).
Ambos os varicela e herpes zoster são causados ​​pela varicela zoster IgG que é um tipo de um vírus do herpes. A catapora é transmitida por contato humano através da erupção, espirrar, tossir ou respirar. O período de contágio é de dois dias antes do surgimento de lesões na pele. Após a catapora o vírus hiberna nas células nervosas do corpo ao longo de sua espinha. Quando você é um adulto e que o vírus decide acordar devido ao envelhecimento, stress ou uma enfraquecer o sistema imunológico acometidos por outras doenças por exemplo: linfoma não Hodgking, doença de Hodgkin, leucemias, transplantados em imunosupressão medicamentosa, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, etc. e reaparece como dor e uma erupção cutânea. A erupção normalmente irá durar até trinta dias.

O zóster esta associado a complicações como neuralgia pós herpética, oftalmite herpética, miocardite, parestesias, miopatias, entre outras.

Epidemiologia

Estudos mostram a incidência anual de herpes zoster é de 2,9/1000 nos EUA, 4,6/1000 na Islândia, 4,0/1000 na Itália e 4,8/1000 na França. Não há dados nacionais , pois a doença não é de notificação compulsória. No estudo da Itália cerca de 50% ocorrem em indivíduos com mais de 65 anos, e mais de 75% dos casos em pessoas acima de 50 anos.

Há uma forte relação da incidência de herpes zoster com a população idosa acima da oitava década de vida (10/1000), visto que a um aumento no número de casos devido provavelmente a longevidade e ao número de pacientes imunocomprometidos.

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