Arquivo de Distúrbios Iatrogênicos

Vertigem – O uso concomitante de vários medicamentos pode ser causa?

Categoria(s): Cuidados preventivos, Distúrbios do equilíbrio, Distúrbios Iatrogênicos, Medicamentos


Agentes etiológicos

Sim, O uso simultâneo de vários medicamentos é muito comum, principalmente nos idosos, e esta polifarmácia pode ser a causa ou fator de piora dos quadros de vertigens. Esses casos devem ser analisados com os vários profissionais envolvidos no tratamento, tentando-se manter apenas os medicamentos indispensáveis.

Os medicamentos que mais causam vertigens são: anti-depressivos, ansiolíticos, indutores do sono, hiponóticos, diuréticos, antiinflamatórios não hormonais e moderadores de apetite.

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Ototoxicose – O que é?

Categoria(s): Distúrbios do equilíbrio, Distúrbios Iatrogênicos


Dicionário

Ototoxicose é a lesão do aparelho auditivo por alguma substância tóxica. Muitos são os medicamentos (antiinflamatórios, anti-bióticos, hipotensores, hipoglicemiantes, etc) que podem lesar o aparelho vestibular e causar as tonturas. O mesmo, pode ocorrer com os inseticidas, produtos de limpeza, solventes, etc. Quando se pensa nesta etiologia, deve-se afastar rapidamente o produto suspeito.

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Hemocromatose – O que é?

Categoria(s): Distúrbios hematológicos, Distúrbios Iatrogênicos, Distúrbios metabólicos


Dicionário

A hemocromatose é um distúrbio do metabolismo do ferro caracterizado pelo aumento da absorção intestinal de ferro e depósitos progressivos nos órgãos e tecidos resultando em lesão tecidual e comprometimento funcional, em particular do fígado, pâncreas, coração, articulações e hipófise.

O ferro é considerado um dos principais minerais do organismo, responsável pelo transporte do oxigênio nas hemáceas, fundamental na produção da energia corporal. Como é abundante na natureza e está presente na dieta ocidental em quantidade cinco vezes superior às necessidades basais, as pessoas que se alimentam apropriadamente não têm deficiência de ferro.

Nos países pobres a ingesta de ferro continua sendo deficiente em boa parte da população e a anemia ferropriva, sua conseqüência natural. A falta de ferro é mais comum nas crianças e na mulher que menstrua e o seu excesso acontece nos homens adultos, nos idosos e nas menopausadas.

Se por um lado a falta de ferro é ruim, o seu excesso é péssimo, pois produz inflamações, seguida de fibrose e atrofia dos órgãos e estruturas. À medida que os depósitos teciduais aumentam, também aumenta a probabilidade das pessoas adquirirem vários tipos de doenças. A pessoa com hemocromatose pode apresentar vertigem, perda da memória e pele escura. Desenvolve diabetes mellitus, cirrose hepática, insuficiência cardíaca congestiva, artrose e atrofia testicular com suas consequencias.

1 – Deficiências glandulares
2- Insuficiência cardíaca e infarto do miocárdio precoce;
3- Dores articulares e musculares pela impregnação das articulações e músculos;
4- Fígado aumentado, com acúmulo de ferro, gordura e fibrose, podendo evoluir para cirrose e para o câncer (hepatocarcinoma). O fígado é o principal órgão de armazenamento do ferro e nos pacientes normais contém 25 gramas de ferro. Na hemocromatose pode conter até 500 gramas do elemento;
5- Depressão, síndrome do pânico e outros sintomas psicológicos e psiquiátricos (depósitos de ferro no cérebro);
6- Deficiência imunitária (aumento das infecções);

Causas da Hemocromatose Adquirida
1- Anemias com sobrecarga de ferro
2- Talassemia major
3- Sideroblastose
4- Anemias hemolíticas crônicas
5- Sobrecarga de ferro alimentar
6- Hemotransfusões múltiplas
7- Cirrose alcoólica
11- Após derivação porto-cava

Avaliação laboratorial

O nível de saturação de transferrina e a dosagem de ferritina são virtualmente diagnósticos de hemocromatose. O teste genético para mutação no gene HFE é caro e não está amplamente disponível. A biópsia hepática, para avaliar a carga de ferro, é o próximo passo após a realização destes testes.

Os exames laboratoriais são para avaliar as complicações da HH: Glicemia, Hematócrito, Hemoglobina, Sorologia para hepatite C, Sorologia para hepatite B, Pesquisa de anticorpo anti-ilhota de Langehans, eletroforese de hemoglobina, Ferro Sérico, Ferritina, Transferrina, TGO – TGP – Gama GT, Fosfatase-Alcalina, Bilirrubinas, Alfa Feto proteína, Lipoproteína-A, apolipoproteina B , TNS ALFA 1 (fator de necrose tumoral), cortisol e ACTH.

Referências:

Barton JC, McDonnell SM, Adams PC, Brissot P, Powell LW, Edwards CQ et al. Management of hemochromatosis Ann intern Med ;1, 29:932-939, 1998.

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