Arquivo de Exames laboratoriais

Espondilite Anquilosante (EA) – Como fazer o diagnóstico?

Categoria(s): Distúrbios genéticos, Distúrbios imunológicos, Distúrbios Inflamatórios, Distúrbios osteoarticulares, Exames laboratoriais


Diagnóstico

A radiografia simples de bacia é indispensável na EA porque a sacroileíte* radiológica é critério obrigatório para o diagnóstico da doença. O acometimento da articulação sacrolíaca, na avaliação radiológica, pode ser subdividido em: grau zero = normal; grau 1 = sacroileíte suspeita ou duvidosa; grau 2 = esclerose óssea de sacro e de ilíaco, irregularidade de contornos articulares e erosões ósseas; grau 3 = alterações verificadas no grau 2, associadas ao pseudoalargamento articular; grau 4 = anquilose total (fusão da articulação). Em alguns pacientes com doença bastante insidiosa, pode demorar até mais de três anos para o aparecimento de uma sacroileite radiológica.

Sacroileíte* – inflamação da articulação sacrolíaca

Exames Laboratoriais: O laboratório na EA resume‑se à elevação das provas de atividade inflamatória inespecíficas (velocidade de hemossedimentação, mucoproteínas, proteína C reativa), associadas à atividade da doença. A pesquisa do fator reumatóide e do fator antinuclear revela‑se negativa (daí o nome soronegativa). A presença do HLA‑B 27 restringe‑se ao aconselhamento genético familiar (a agregação familiar na EA é, em média, de 10% nos pacientes H LA‑B 27 positivos). É importante salientar que a ausência do HLA-B 27 não exclui o diagnóstico de EA, já que até 20% dos pacientes espondilíticos caucasóides são HLA‑B 27 negativos.

Para a confirmação do diagnóstico de EA, pode‑se utilizar os critérios de Nova York modificados, que combinam critérios clínicos e radiológicos. Os critérios clínicos são: 1) dor lombar de mais de três meses de duração, que melhora com o exercício e não é aliviada pelo repouso; 2) limitação da coluna lombar nos planos frontal e sagital; 3) expansibilidade torácica diminuída (corrigida para idade e sexo). Os critérios radiológicos são: 1) sacroileite bilateral, grau 2, 3 ou 4; 2) sacroileite unilateral, grau 3 ou 4. Para o diagnóstico de EA é necessária a presença de um critério clínico e um critério radiológico.

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Ácido úrico – Como se forma?

Categoria(s): Dicionário, Exames laboratoriais


Diagnóstico

Como se forma o ácido úrico?

  • Os nucleotídeos (componentes dos ácidos nucléicos) adenina terminam em hipoxantina e a guanina é metabolizada a xantina. Essas purinas são metabolizadas pela xantina oxidase, formando o ácido úrico, um produto final exclusivo da degradação no homem. A xantina oxidase contém FAD (flávina adenina dinucleotídeo), Ferro e Molibidênio e requer oxigênio molecular como substrato. Como ácido úrico não é muito solúvel em meio aquoso, há condições clínicas nas quais níveis elevados de ácido úrico resultam em deposição de cristais de urato de sódio, principalmente, nas articulações e rins, resultando na gota úrica, doença articular responsável por dias de perda de serviço.

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Ácido úrico – O que causa se aumento?

Categoria(s): Distúrbios Inflamatórios, Distúrbios metabólicos, Distúrbios osteoarticulares, Exames laboratoriais


Alterações laboratoriais

O que pode causar aumento do ácido úrico?

A hiperuricemia (aumento da taxa de ácido úrico sanguíneo) pode estar ligada a outras causas além do depósito intra-articular. Torna se, portanto, necessário estabelecer o diagnóstico diferencial entre a hiperuricemia primária assintomática, seja a que precede o primeiro episódio da doença, seja a observada no período intercrítico da hiperuricemia assintomática secundária a outras situações mórbidas, como: hemopatias mieloproliferativas, anemia hemolítica, psoríase, sarcoidose, disfunção renal, intoxicação alcoólica, cetoacidose diabética, acidose láctica, doença por depósito de glicogênio tipo I, hipo e hiperparatireoidismo, hipotireoidismo, sedentarismo, jejum prolongado ou ainda utilização de drogas como salicilatos em baixas doses, diuréticos tiazíclicos, penicilina e corticosteróides.

Toda pessoa com ácido úrico elevado, deve ser tratada?
Não, os níveis elevados de ácido úrico não provocam falência renal e, portanto, não há justificativa para se tratar a hiperuricemia assintomática; contudo, se o paciente tem sofrido gota recorrente, os níveis de ácido úrico devem ser normalizados. Porém, tanto na hiperuricemia assintomática primária como na secundária, deve se introduzir terapêutica quando há presença de níveis elevados de hiperuricemia, acima de 9 mg%, uma vez que estudos epidemiológicos têm demonstrado uma freqüência mais alta de complicações e associações patológicas acima deste nível.

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